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13 de março: entenda por que a Batalha do Jenipapo não é feriado no Piauí

Embora seja o confronto mais sangrento pela Independência do Brasil e esteja estampada no pavilhão estadual, a data não consta no calendário de feriados do Piauí por limitações da legislação federal

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Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, é um dos eventos mais significativos para a consolidação da Independência do Brasil e da unidade nacional.

O confronto, travado em Campo Maior (PI), envolveu um exército improvisado de piauienses, cearenses e maranhenses contra as tropas profissionais portuguesas lideradas pelo Major Fidié.

Apesar de sua relevância e de estar inscrita na bandeira do Piauí por força de lei, a data não é considerada feriado estadual devido a restrições legais e à escolha de outra data como a data magna do estado.

A restrição da lei federal sobre feriados

A principal razão para o 13 de março não ser feriado reside na Lei Federal nº 9.093/1995, que estabelece normas estritas para a criação de feriados civis no Brasil.

Segundo a legislação, os estados brasileiros têm permissão para instituir apenas uma data magna como feriado civil estadual.

No Piauí, a data escolhida para esse fim é o 19 de outubro, o Dia do Piauí, que celebra a proclamação da independência ocorrida na Vila de Parnaíba em 1822.

Como o estado já possui sua data magna definida, o dia da Batalha do Jenipapo permanece como uma data histórica e comemorativa, sem a previsão de folga obrigatória ou interrupção de atividades, a menos que houvesse uma alteração na lei federal.

No âmbito nacional, o PL 968/2007 tentou instituir a data no calendário de efemérides, mas a proposta foi arquivada.

Presença na bandeira do Piauí

A importância da batalha foi reconhecida oficialmente através da Lei Estadual nº 5.507/2005, que determinou a inclusão da inscrição na bandeira estadual.

A medida atendeu a uma reivindicação histórica da comunidade acadêmica para dar visibilidade ao papel do Piauí na expulsão das tropas coloniais, uma vez que o Grito do Ipiranga não assegurou imediatamente a independência das províncias do Norte e Nordeste.

O confronto foi marcado pela resistência de vaqueiros e agricultores armados com foices e machados contra a artilharia portuguesa.

Embora os brasileiros tenham sofrido cerca de 200 mortes e 500 prisões, o embate foi uma vitória estratégica, pois forçou o Major Fidié a abandonar Oeiras, então capital da província, e se refugiar em Caxias (MA), onde foi capturado meses depois.

O reconhecimento do 13 de março como data histórica é consolidado por símbolos como o Memorial da Batalha do Jenipapo e menções nos hinos do estado e da Polícia Militar.

CNN Brasil

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