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Opinião favorável dos brasileiros sobre os EUA cai e sobre China e Argentina sobem, indica Quaest

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A percepção que os brasileiros têm dos Estados Unidos piorou e está no patamar mais negativo desde o início dos levantamentos, em 2023, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (26). Ao mesmo, a visão da China está em seu melhor momento. Os números positivos em relação à Argentina subiram e, agora, há empate técnico entre os indicadores.

O levantamento mostra que a visão do brasileiro:

Piorou em relação aos Estados Unidos: com percepção negativa subindo de 24% para 48%;
Piorou em relação a Israel, com alta de 9 pontos e 50% com visão negativa;
Subiu ao analisar a China, que deixou de ter empate entre favorável e desfavorável com alta de 11 pontos: 49% veem o país de forma positiva;
Manteve empatada sobre a Argentina: indicador favorável subiu 7 pontos (de 35% para 42%), mas está empatado no limite da margem de erro com a visão desfavorável (oscilou um ponto, de 39% para 40%);
Manteve negativa em relação à Rússia: 59% dos brasileiros veem o país de forma negativa (eram 60%), já a visão positiva subiu e está em 25% (eram 16%).


A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto.

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, as mudanças de percepção estão atreladas ao tarifaço de Donald Trump aos produtos brasileiros, tanto na queda dos EUA quanto na alta da China.

"Está havendo uma migração de percepção positiva da relação do Brasil com os principais países do mundo. O tarifaço está empurrando a opinião pública para o lado chinês, que tem se mostrado mais interessado em ajudar o Brasil, enquanto se distancia dos EUA, que parece interessado em nos prejudicar", disse.
Estados Unidos
Questionados se têm uma visão favorável ou desfavorável dos Estados Unidos, os entrevistados responderam:

Favorável: 44% (eram 58%).
Desfavorável: 48% (eram 24% em fevereiro);
Não sabem ou não responderam: 8% (eram 18%).
O indicador negativo em relação aos EUA dobrou em seis meses, enquanto o positivou caiu 14 pontos. Neste período, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou e implementou o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.

G1.goblo.com

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